Parcerias

A cidade do Rio de Janeiro sedia desde 2012, uma importante iniciativa pedagógica no âmbito das artes circenses, mais precisamente da palhaçada e do brincante. A Escola Livre de Palhaces, ou simplesmente ESLIPA como é conhecida, pioneira do gênero no país, é resultado da luta e do desejo de compartilhar uma técnica e uma arte cunhada ao longo de anos de existência do Grupo Off-Sina, ou ainda de seus fundadores Lílian Moraes (Palhaça Currupita) e Richard Riguetti (Palhaço Café Pequeno).

Em 2012, o Grupo Off-Sina fundou a ESLIPA, primeira escola de palhaces no Brasil e a única gratuita, com os recursos do Fundo de Apoio ao Teatro – FATE 2011, da Secretaria Municipal de Cultura, da cidade do Rio de Janeiro. Em 2015 a ESLIPA ganha autonomia institucional, passando a se chamar Instituto Cultural Escola Livre de Palhaces.

No primeiro ano, as atividades pedagógicas (seminários e oficinas) foram realizadas no Centro Cultural Calouste Gulbenkian, na Praça 11, do Rio de Janeiro, berço do circo brasileiro. Os espetáculos realizados pelos palhaços e palhaças, mestres e mestras, que vieram compartilhar os seus saberes com os aprendizes, foram realizados no Largo do Machado, assim como as apresentações dos alunos, ao final de cada módulo.

Nos três anos seguintes, a ESLIPA firma uma parceira com a Escola Nacional de Circo/RJ, criando assim um campo de conhecimento e troca de múltiplas metodologias constitutivas do fazer circense. Artistas aprendizes de quatro países da América Latina vivenciaram o processo formativo da ESLIPA neste período.

Em 2018 a ESLIPA assina o Convênio com a TRANSPETRO, com duração de dois anos, inaugurando a política do primeiro emprego para os egressos da escola, no valor de R$ 4.234.000 (Quatro milhões, duzentos e trinta e quatro mil reais). Isso proporcionou trabalho continuado para 08 trupes do Sudeste. O projeto intitulado “DE OLHO NO DUTO”, realizou 606 atividades, compostas por um espetáculo, uma oficina, um cortejo e uma roda de conversa cada, em cento e uma comunidades das mais violentas dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espirito Santo.

Em 2021/23/24 a ESLIPA assina um convênio com o Laboratório Cultura Viva/UFRJ, através de Emenda Parlamentar da Deputada Jandira Feghali, acolhendo alunos de sete países.

Ao longo desses anos de atividade testemunhamos o surgimento de grupos, trupes e cias que são formadas e fortalecidas a partir da ESLIPA. No Rio de Janeiro podemos citar a Cia Sapato Velho, Cia Chirrulico, Cia Solo, Palhaçadaria, Os Gramellôs, Sol sem dó, Inepta Cia, Minha Dupla Cia, assim como as palhaças Churrupita (Glaucy Fragoso), Palhaça Ratinha (Cinthia Nunes), Palhaço Minduin (Wander Paulus) entre outras. E pelo Brasil afora  também se dá esse mesmo fenômeno. O Circo Rodado, a palhaça Siriema (Larrisa Lima), o Circo do Asfalto, Pequena Trupe de Circo, Cia dos TortosCia Laguz,  K’Os Coletivo no Ceará, Grupo Vagão no Piauí, o projeto Roda na Praça em Manaus, e tantas outras parcerias. A família ESLIPA não para de crescer.

A turma de 2025 conta com o apoio direto de duas emendas parlamentares, do deputado Federal Reimont e da deputada estadual Dani Balbi (descrição na aba Transparência) além da continuidade do apoio da deupata Federal Jandira Feghali via Laboratório Cultura Viva/UFRJ.